Última master class do Festival de Brasília com Lais Bodanzky

Cineasta e roteirista brasileira abordou os processos criativos que a levaram a criar tantas obras renomadas

 

Laís Bodanzky é roteirista, cineasta e autora de grandes sucessos, como “Bicho de Sete Cabeças”, estrelado por Rodrigo Santoro, e o documentário Cine Mambembe. Em 2001 foi consagrada com o Candango de melhor diretora e, em 2008, pelo Júri Popular, foi premiada com melhor direção e melhor filme. A paulista, que já recebeu mais de 90 prêmios nacionais e internacionais, detalhou sua trajetória profissional na master class realizada neste sábado (23) no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O publicou lotou o auditório do Centro Cultural Brasil 21.

 

Durante a conversa, mediada pelo coordenador de atividades formativas do Festival, João Paulo Procópio, a cineasta compartilhou com o público suas inspirações e intenções com as construções cinematográficas. Sobre o seu processo criativo, afirmou: “Cinema pra mim tem que ser autoral. Tem que ter uma assinatura”. Ao ser questionada sobre o início de sua carreira, Laís contou que tentou ser atriz, mas não deu certo e foi exatamente aí que ela se descobriu diretora. “Eu já gostava de gravar, fazer sonoplastia e dirigir. Então escolhi o que me dá prazer na caminhada”.

 

A convidada, que lançou recentemente o longa-metragem “Como Nossos Pais”, premiado no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, revelou ainda que no processo de escolha do elenco não prioriza o mercado: “Não basta ter o ator famoso, busco o ator certo para aquele personagem e para isso acontecer muitos fatores precisam combinar. Não tem uma formula. Às vezes escolho porque me apaixono por eles ainda na fase da escrita, às vezes é uma expressão, um jeito de falar, uma maneira de pensar, uma experiência da vida, cada um tem sua característica singular”.

 

Por fim, Laís destacou a importância do projeto Cine Mambembe, idealizado junto com o roteirista Luís Bolognesi, e que leva o cinema brasileiro para comunidades onde não há acesso a salas de cinema, seja porque não existem locais de exibição na cidade ou porque as pessoas não têm recursos para comprar um ingresso. “Com o passar dos anos, percebemos que as pessoas não queriam só assistir filmes, elas queriam também fazer filmes, contar histórias. Então desenvolvemos oficinas para ensinar técnicas do audiovisual e revelar novos talentos”, contou a cineasta.

 

Patrocínio

A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro conta com os seguintes patrocinadores: NET, Claro, Petrobras, BRB, BNDES e Sabin.

 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Quando: 15 a 24 de setembro de 2017

Programação completa: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

Fotos: https://www.flickr.com/photos/152011896@N03/albums

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