Sexta-feira com debate exaltado sobre os filmes da Mostra Competitiva

“Torre”, “Baunilha” e “Por trás da linha de escudos” pautara o encontro

 

Em continuidade à sua programação, o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro recebeu nesta sexta-feira (22) as equipes dos filmes “Torre” (2017, 18min40, SP, 12 anos), de Nádia Mangolini; “Baunilha” (2017, 13min, PE, 16 anos), de Leo Tabosa; e “Por trás da linha de escudos” (2017, 95min, PE, 10 anos), de Marcelo Pedroso. A conversa, mediada pelo jornalista e escritor Luiz Joaquim, contou com ampla participação do público, que sugeriu reflexões aprofundadas sobre as produções.

 

O curta-metragem “Torre” expõe, de forma delicada, o depoimento de quatro irmãos, filhos de Virgílio Gomes da Silva – o primeiro desaparecido político da ditadura militar brasileira. Nádia Mangolini explicou que desde o início o curta seria um documentário em animação. “A animação para mim não é um gênero, é uma técnica, uma linguagem”. A cineasta ainda ressaltou que houve o cuidado da direção de arte, assinada por Pedro Franz e Rafael Coutinho, para que os quatro blocos do filme, que separam os depoimentos, conversassem entre si.

 

Ainda na categoria curta, o diretor Leo Tabosa trouxe para o Festival de Brasília o filme “Baunilha”, que aborda a pratica BDSM – Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo. “Esse filme faz parte da ‘trilogia do desejo’. Decidi fazer um corte no filme e a partir daí comecei a trabalhar com o curta nos festivais”, contou Tabosa. Escritor, produtor, diretor e roteirista, Tabosa é diretor da Pontilhado Cinematográfico e Produções Culturais e Artísticas e gestor cultural da Universidade Católica de Pernambuco. É idealizador do Cine Jardim – Festival de Cinema de Belo Jardim (PE), Mostra Curta Vazantes: Cinema em Comunidade (Ceará) e curador do Cine Congo – Festival do Audiovisual da Paraíba (PB).

 

O documentário “Por trás da linha de escudos” retrata o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco, unidade treinada para lidar com multidões, atuando na repressão de protestos e manifestações. Enquanto acompanha operações de rotina e no batalhão, o diretor Marcelo Pedroso passa a sentir na pele os efeitos da aproximação e começa a buscar formas de não se deixar capturar pelos encontros realizados na corporação. Durante a produção do longa, o cineasta se propôs ao diálogo: “O filme se dispõe a uma escuta estratégica e política, que visa promover a possibilidade de encontro e transformação”, completou Pedroso.

 

Marcelo Pedroso é diretor e roteirista dos longas-metragens Brasil S/A (Festival de Brasília e de Berlim), Pacific e KFZ-1348, este, em parceria com Gabriel Mascaro. Entre os curtas-metragens que dirigiu destacam-se “Em trânsito” e “Câmara escura”. Atualmente desenvolve o filme de ficção “Presságios de um mundo anterior”. Mestre em cinema, o realizador desenvolve também trabalho como educador.

 

Patrocínio

A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro conta com os seguintes patrocinadores: NET, Claro, Petrobras, BRB, BNDES e Sabin.

 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Quando: 15 a 24 de setembro de 2017

Programação completa: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

Fotos: https://www.flickr.com/photos/152011896@N03/albums

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