Produções do Nordeste brilham na Mostra Competitiva de segunda-feira

Obras inspiradas na cultura popular local foram destaque na noite do Festival

 

Nesta segunda-feira (18), a Mostra Competitiva do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro exibiu produções de Alagoas e da Bahia. As sedes do evento receberam os cinéfilos no Cine Brasília, em Taguatinga, Riacho Fundo, Gama e Sobradinho. Protagonistas femininas brilharam na tela do Festival de Brasília e retrataram as relações cotidianas e afetivas.

 

Mais cedo, foi realizado debate com equipes dos filmes “Pendular” (2017, 108 min, RJ, 16 anos), de Julia Murat; e “Inocentes” (2017, 18min30, RJ, 16 anos), de Douglas Soares. A conversa foi mediada pela jornalista e pesquisadora do Cinema Maria do Rosário Caetano e abordou relacionamento, sexualidade e exposição da nudez.

 

A noite começou com a 1ª sessão da Mostra Brasília – 22º Troféu Câmara Legislativa. Foram exibidos seis curtas-metragens de realizadores do Distrito Federal: “1×1” (2016, 19 min, DF, 16 anos), de Ramon Abreu; “Vilão” (2017, 19 min, DF, 14 anos), de Webson Dias; “O vídeo de 6 faces” (2017, 20 min, DF, Livre), de Maurício Chades; “UrSortudo” (2016, 15 min, DF, 10 anos), de Januário Jr; “Tekoha – Som da Terra”, de Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron; (2017, 20 min, DF, 10 anos); “O céu dos teus olhos” (2016, 17 min, DF, Livre), de Danilo Borges e Diego Borges.

 

Enquanto isso, na área de convivência do Cine Brasília, era lançado o livro “Afetos, Relações e Encontros com Filmes Brasileiros Contemporâneos”, de Denilson Lopes. A publicação busca preencher uma lacuna na bibliografia nacional após o chamado “Cinema da Retomada”. O livro aborda a mudança das produções para formato independente e jovens realizadores de longas. Lopes é professor da UFRJ, autor de “No Coração do Mundo: Paisagens Transculturais” (2012), “A Delicadeza: Estética, Experiência e Paisagens” (2007), “O Homem que Amava Rapazes e Outros Ensaios” (2002), “Nós os Mortos: Melancolia e Neo-Barroco” (1999).

 

A sessão da Mostra Competitiva teve a apresentação de Murilo Grossi e Carmem Moretzsohn.  O longa “Café com canela” (2017, 102 min, BA, Livre), com direção de Glenda Nicácio e roteiro de Ary Rosa, tem como plano de fundo o Recôncavo da Bahia. O filme narra a história do reencontro de duas mulheres negras (Margaria e Violeta), de gerações distintas, com um processo marcado por visitas, faxinas e cafés com canela, capazes de despertar novos amigos e antigos amores.

 

Ary Rosa e Glenda Nicácio formaram-se em Cinema pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Fundaram a produtora independente Rosza Filmes e realizaram curtas, como “Dilma” (2015), “Curta casa” (2013) e “Tecendo nuvens e retalhos” (2012). Morando no Recôncavo, encontram na cultura popular inspiração e pulsação para realizar cinema. Café com canela é o primeiro longa dos diretores.

 

Já o curta-metragem “As melhores noites de Veroni” (2017, 16 min, AL, 12 anos), primeira ficção de Ulisses Arthur, também protagonizado por uma mulher, retrata os dias de Veroni. A personagem encontra nas noites uma forma de transcender e responder seus dilemas amorosos, uma vez que o marido passa os dias na estrada. Segundo Ulisses Arthur, o filme é baseado em memórias da rua em que morou na infância: “Fui inspirado em relatos de saudade de mulheres de caminhoneiros”.

 

 

Patrocínio

A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro conta com os seguintes patrocinadores: NET, Claro, Petrobras, BRB, BNDES e Sabin.

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