Prêmio Leila Diniz

Prêmio que estreia na 51ª edição do Festival para homenagear mulheres cuja prática e trabalhos marcaram a história do cinema brasileiro. Neste momento, em que o mundo discute a presença feminina tanto no cinema como na sociedade, e numa edição do Festival com uma expressiva participação feminina, apresentamos o prêmio carinhosamente intitulado Leila Diniz, concedido à duas mulheres marcantes do Cinema Brasileiro, a atriz Itála Nandi e a montadora Cristina Amaral. Embora tenha vivido apenas 27 anos, a presença de Leila Diniz no imaginário brasileiro é de uma dimensão enorme, tendo sido exemplo, em gestos, ações, palavras e numa vida de luta pela libertação feminina. No Festival de Brasília, passou como um furacão em 1966, com “Todas as Mulheres do Mundo”.


Cristina Amaral

Montadora paulista formada em cinema pela Escola de Comunicação e Artes da USP.

Seu primeiro trabalho profissional foi o curta-metragem Nós de valor, nós de fato (1985), de Denoy de Oliveira. Trabalhou com vários cineastas e foi premiada em diversos festivais. A partir do filme Alma corsária, estabeleceu uma longa e profícua parceria com o diretor Carlos Reichenbach, para quem montou cinco longas (Dois córregos, Bens confiscados, Garotas do ABC e Falsa loura) e vários curtas. Desde 1997 coordena junto a Andrea Tonacci – seu companheiro de cinema e de vida – a produtora Extrema Produção Artística. Para ele, montou vários filmes, entre outros, Jouez encore, Óculos para ver pensamentos, Bienal Brasil Século XX, Biblioteca Nacional, Para ver TV tem que ficar ligado, Benzedeiras de Minas, Serras da desordem, e Já visto, jamais visto.


Ítala Nandi

Nasceu em Caxias-RS. Tem diversos prêmios como atriz de teatro e televisão, estreou como roteirista, produtora e diretora com os documentários em longa-metragem In vino veritas (1980), Índia, o caminho dos deuses (1990) e, na literatura, com a autobiográfica Teatro Oficina – Onde a arte não dormia (1994); traduziu do italiano o livro Educação em valores humanos - Uma viagem do eu ao nós, de Antonio Craxi. É Doutora em Artes Cênicas. Aos 60 anos de profissão, foi admitida na Ordem do Mérito Cultural – OMC (2011), recebendo o título de Comendadora. Em 2014 inaugurou o Espaço Nandi – Curso de Formação de Atores (escola técnica) no Rio de Janeiro e lançou seu primeiro romance, O sonho de Vesta.