Mostra inédita integra o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Com a Futuro Brasil, cineastas poderão apresentar suas produções aos curadores de festivais internacionais

 

Criada para celebrar a 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e sob a promessa de ter presença definitiva nas próximas edições do evento, a Mostra Futuro Brasil funcionará como vitrine audiovisual para novos longas-metragens nacionais ainda em processo de finalização. Os filmes serão apresentados para júri formado por curadores de festivais internacionais e para consultores especializados em montagem, finalização e estratégia de lançamento. As sessões serão exclusivas para convidados.

 

Com a iniciativa, os filmes selecionados receberão devolutivas que podem abrir portas para os cineastas. O formato de exibições dos chamados work-in-progress têm sido cada vez mais praticados pelos festivais. A proposta é apresentar os filmes antes mesmo de estarem finalizados, ampliando a rede de contatos entre realizadores e programadores, com olhar atento ao aprimoramento de estética e estratégias comerciais das obras em questão.

 

Segundo o secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, a iniciativa é fundamental para reafirmar o cinema nacional e criar oportunidades para profissionais que estão com projetos em estágio avançado. “A Futuro Brasil é uma ação muito importante dentro da nossa programação, pois amplia a presença do cinema brasileiro no Festival, independentemente de estar concorrendo ou não”, completou Reis.

 

Do total de 55 produções inscritas, seis filmes longas-metragens foram selecionados: “A mulher e o rio”, de Bernard Miranda Lessa; “Coiote”, de Sérgio Borges; “Dias vazios”, de Robney Bruno Almeida; “Guerra de algodão”, de Marília Hughes e Claudio Marques; “Inferninho”, de Guto Parente e Pedro Diógenes; “Triz”, de André Carvalheira.

 

O júri é formado por curadores de importantes festivais de cinema internacionais: Heidi Zwicker, curadora do Sundance Film Festival; Magdalena Arau, curadora do BAFICI – Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires; e Florian Borchmeyer, curador do Festival de Munique. Os cineastas ainda receberão pareceres de dois especialistas em finalização audiovisual: a montadora Idê Lacreta; e Bernardo Uzeda, profissional de finalização de som.

 

O vencedor da Futuro Brasil levará três prêmios técnicos que irão contribuir com o produto final do filme. A O2 Play oferecerá 72 horas de correção de cor no valor de R$ 27.360 e serviço de conform de R$ 20.160 em DCP. A Cinemática Audiovisual proverá serviço de acessibilidade: closed caption e libras para o filme vencedor; enquanto a MistiKa vai ofertar R$ 25 mil em conform, aplicação de letreiros e créditos e masters digitais. Já a Cinecolor irá oferecer 40 horas de serviço de mixagem.

 

Convidados:

 

Heidi Zwicker

Curadora da programação internacional do Sundance Film Festival – evento representado por ela em festivais e mercados de diversos países. Foi curadora do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Palm Springs entre 2011 e 2014. Tem formação em cinema e televisão pela UCLA.

 

Magdalena Arau

É comunicadora audiovisual pela Universidade Nacional de La Plata, onde é professora, e curadora do Bafici – Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires. Trabalhou com projetos teatrais e cinematográficos como assistente de direção, diretora e atriz, participando de festivais nacionais e internacionais. É membro fundadora de ARCA (Archivo Regional de Cine Amateur).

 

Florian Borchmeyer

Estudou literatura em Berlim, Havana e Paris e é PhD em filosofia com dissertação sobre relatos do descobrimento das Américas. Foi premiado com o Bavarian Film Prize em 2006 pelo documentário Havana – The new art of building ruins. É cineasta, crítico literário para diversas publicações e, desde 2011, atua como dramaturgo para o teatro Schaubühne Lehniner Platz (Berlim). É curador, com enfoque no cinema da América Latina e Península Ibérica, da programação internacional do Festival de Munique.

 

Consultores:

 

Bernardo Uzeda

É supervisor de edição de som, compositor e professor do curso de cinema da PUC-Rio. Seus últimos trabalhos incluem colaborações com diretores como Ruy Guerra, Selton Mello, Maria Augusta Ramos, Anita Rocha da Silveira, Marco Dutra e Juliana Rojas. Atualmente está envolvido com a série do Netflix O Mecanismo, produzido por José Padilha.

 

Idê Lacreta

Montadora, trabalhou em filmes como Cabaret mineiro e Noites do sertão, de Carlos Prates Correia; A hora da estrela e Hotel Atlântico, de Suzana Amaral; Um céu de estrelas, Antônia e Hoje, de Tata Amaral; O prisioneiro da grade de ferro e Rio corrente, de Paulo Sacramento; Glauces – Estudo de um rosto, 500 almas (melhor montagem no Festival de Brasília 2004) e Olho nu, de Joel Pizzini; À queima roupa, de Theresa Jessouroun, entre outros.

 

Comissão de seleção:

 

Eduardo Valente

Diretor artístico do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

 

Eduardo Raccah

Graduado em Novas Mídias na Hochschule für Künste Bremen na Alemanha. Entre 2005 e 2013, gerenciou a produtora-coletivo Kfofo Productions em Berlim, produzindo e distribuindo peças audiovisuais e gráficas em diversos formatos e janelas, além de ter feito curadoria para mostras e exposições. Em 2013, em São Paulo, colaborou na criação da Spcine, onde exerceu o cargo de coordenador internacional até 2017.

 

Filmes:

 

A mulher e o rio

Direção: Bernard Miranda Lessa

Ficção, ES, em finalização

 

Beirando o rio há uma casa. Nessa casa, uma mulher. Seus olhos carregam uma tristeza. Em sua solidão, o rio se torna seu principal companheiro, seu confidente e, por fim, seu amante.

 

Bernard Lessa escreveu e dirigiu o curta-metragem Tejo Mar (2013), exibido em importantes festivais brasileiros e premiado como melhor filme no Festival do Audiovisual Luso Afro Brasileiro e no Festival de Cinema Independente Kino-Olho. Escreveu e dirigiu o curta-metragem Sopro, uivo e assobio, exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes, no Curta Cinema e no Festival Internacional de São Paulo.

 

Coiote

Direção: Sergio Borges

Ficção, MG, não finalizado

 

André é um homem de meia idade que está só, vivendo um período sabático em uma floresta nas montanhas. Em crise, cansou da profissão e terminou um casamento recentemente. Coiote é um jovem que acabou de chegar a um acampamento libertário numa fazenda abandonada que fica na mesma região da casa de André. A presença sedutora de Coiote perturba o mundo de André, que percebe sua roda da vida girando cada vez mais rápido. André terá que lidar com outras visitas inesperadas que lhe surgem.

 

Sérgio Borges cria obras audiovisuais desde 1996. Seus filmes e vídeos participaram e foram premiados em diversos festivais nacionais e internacionais dos quais destacam-se: Rotterdam, Locarno, San Sebastian, BAFICI, FID Marseille, Munique, Indie Lisboa, Brasília, São Paulo e Havana. O Céu sobre os ombros, seu primeiro longa, foi premiado como melhor filme, direção, roteiro, montagem e prêmio especial do júri – elenco no 43º Festival de Brasília e como melhor filme no 29º Festival Internacional do Uruguai.

 

Guerra de algodão

Direção: Marília Hughes e Cláudio Marques

Ficção, BA, não finalizado

 

Dora, 14 anos, irá visitar sua avó. Maria, 70, vive num velho sobrado, em Salvador. Dora mora na Alemanha e há muito tempo não possui contato com a avó. Elas são estranhas uma para a outra.

 

Marília e Cláudio dirigiram diversos curtas premiados, entre eles Carreto e Nego fugido. Depois da chuva ganhou três prêmios no Festival de Brasília em 2013 (roteiro, ator e trilha sonora). O longa circulou por 30 festivais pelo mundo. A Cidade do futuro, segundo longa da dupla, teve estreia internacional no Festival de Havana em 2016.

 

Dias Vazios

Direção: Robney Bruno Almeida

Ficção, GO, não finalizado

 

Jean e Fabiana, um casal de jovens namorados, tentam reinventar suas vidas numa pequena cidade no interior do Brasil. Eles cursam o último ano do ensino médio e vivem o dilema de ir embora da cidade. Jean se mata e Fabiana desaparece. Dois anos mais tarde, Daniel e Alanis, outro casal de jovens namorados, tentam entender o que aconteceu.

 

Robney Bruno Almeida atua no audiovisual brasileiro desde 2001. Participou de diversas produções e realizou nove curtas-metragens como roteirista e diretor. Atualmente desenvolve o roteiro de seu segundo longa e uma série de TV.

 

Inferninho

Direção: Pedro Diógenes e Guto Parente

Ficção, CE, não finalizado

 

Deusimar é a dona do Inferninho, bar que é um refúgio de sonhos e fantasias. Ela quer deixar tudo para trás e ir embora, para um lugar distante. Jarbas, o marinheiro que acaba de chegar, sonha em ancorar, fincar raízes. O amor que nasce entre os dois vai transformar por completo o cotidiano do bar e a vida de seus funcionários: Luizianne, a cantora, Coelho, o garçom, e Caixa-Preta, a faxineira.

 

Pedro Diógenes realizou O último trago (melhor montagem, fotografia e atriz coadjuvante no 49º Festival de Brasília), Com os punhos cerrados (melhor filme no Transcinema do Peru, no Cineb do Chile e no Santa Maria da Feira em Portugal em 2014) e Os monstros (premiado no BAFICI, Argentina, em 2011). Guto Parente realizou sete curtas e seis longas, exibidos em importantes festivais internacionais como Locarno, Rotterdam, Viennale, BAFICI, AFI, entre outros.

 

Triz

Direção: André Carvalheira

Ficção, DF, não finalizado

 

Augusto é um jovem arquiteto bem-sucedido à procura de um sentido para a vida. Ele acredita que seu trabalho irá transformar as relações entre as pessoas e a sociedade e planeja um novo bairro em Brasília onde os habitantes viveriam distantes de problemas sociais. Sua utopia, entretanto, se choca com uma realidade de relações pré-estabelecidas.

 

Como diretor de fotografia, André Carvalheira atuou em mais de 40 filmes para cinema e vários programas e documentários para a televisão. Como diretor, dirigiu os curtas-metragens Instante, A dança da espera, Toda brisa, Dia de folga e Um certo esquecimento.

 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Quando: 15 a 24 de setembro de 2017

Confira a programação completa no site: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

 

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA


Máquina Cohn & Wolfe

Escritório (61) 3701-2921

Plantão Máquina (61) 9 9110-0706

Catarina Boechat (61) 9 9333-2148

Camila Fernandes (61) 9 8112-2757

 

Um Nome Produção e Comunicação

Escritório (61) 3244-4696

Guilherme Tavares (61) 9 9218-5001

Gabriela de Almeida (61) 9 8175-6772

Amanda Bittar (61) 9 9553-0353


Fale conosco

Ente em contato com o festival.

Enviando

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?