Filme.Curto: 50 em 6

O cinema brasiliense deu seus primeiros passos antes mesmo da inauguração oficial da cidade, com o registro de seus construtores e das dinâmicas de expansão do Centro-Oeste. Sendo assim, Brasília nasceu junto de seu cinema e ao longo dos seus 57 anos vivenciou altos e baixos na produção de materiais audiovisuais, encontrando-se atualmente em um de seus períodos mais férteis e instigantes.

 

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, criado em 1967, foi determinante nesse trajeto de visibilidade e empoderamento do cenário audiovisual local, ao propor o diálogo e o contágio estético com as produções nacionais, potencializando o interesse e abrindo caminhos para jovens cineastas e entusiastas da sétima arte.

 

Pensar na comemoração das 50 edições do festival envolve não apenas voltar a atenção para o seu percurso histórico e importância, mas também projetar a imaginação para os próximos cinquenta anos; ou seja, envolve pensar em quem vai criar, produzir e realizar os filmes que continuarão a contar a história de Brasília e se transformarão na memória da cidade.

 

Na formação desses futuros cineastas, vale destacar o percurso dos dois cursos superiores em audiovisual da cidade: o curso de Audiovisual da Universidade de Brasília (UnB), criado em março de 1965 sob a coordenação de Paulo Emílio Salles Gomes, e que se confunde com a própria história do festival; e o curso de Cinema e Mídias Digitais do Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB), que completa em 2017 dez anos de existência.

 

Entendendo o festival como um espaço de intenso aprendizado e debate sobre a arte cinematográfica, os dois cursos resolveram se unir para homenagear os 50 anos do evento, com a proposta de produzir filmes curtos (com exibição programada no Museu da República) que tragam uma reflexão sobre o amor de quem faz cinema, o amor a uma cidade que nasceu sendo cinematografada e o amor a um festival que marcou e continua sendo fundamental para o enriquecimento e a força da produção local, além de um contínuo convite inspirador a futuros cineastas, que despertam sua vocação ao longo das sessões lotadas do Cine Brasília durante uma semana intensa de filmes e debates.

 

Professor Paulo Duro (Iesb)

PROGRAMAÇÃO

Censurado

Direção: Pedro Buson

Ficção, 9 min, DF, 2017, livre

1971, ditadura militar: a censura está no seu auge. Em um dia monótono de trabalho, Roberto e Zé são os censores e têm a difícil tarefa de julgar o filme Nacional.

Nuovo Cine Drive-in

Ficção, 14 min, DF, 2017, livre

Direção: Victor Hugo Nunes

Elenco: Cid Rauen, Rodrigo César, Bile Zampaulo e Pierre Simões

Salvador é um menino morador de rua que costuma invadir um cine drive-in para assistir os filmes que passam na telona. A rotina do velho cinema muda quando o projecionista Alfredo o acolhe em um dia frio.

Constância

Direção: Tainá Pontes

Ficção, 4 min, DF, 2017, livre

Uma senhora enfrenta grandes obstáculos para encontrar, todas as semanas, um grande amor.

Fim de Sessão

Direção: Nathália Mendes

Ficção, 5 min, DF, 2017, livre

Elenco: Lola Portela, Sarita Bitu, Tainá Cary, Jéssica Laranja, Gabriela Vieira, Vânia Souza, Abigail Castilho e Ana Paula di Flora

Após uma sessão no Cine Brasília, o banheiro feminino é tomado por histórias estranhas e conversas calorosas.

Vida pregressa

Direção: Ilana Lara

Ficção, 5 min, DF, 2017, livre

Elenco: Paula Hesketh e Victor Odecam

Malu descobre que seu filme foi um dos selecionados para exibição no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. No mesmo dia, seu namorado, João, foi aprovado em um concurso público. Mas o que deveria ser uma noite de comemoração, acaba em tragédia.

O guia do jovem cineasta

Ficção, XX min, DF, 2017, livre

Direção:  Douglas Rochedo

Elenco: Nabia Lima

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