Festival de Brasília promove debate com equipes de “Inocentes” e “Pendular”

O debate proposto pelo 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro nesta segunda-feira (18) reuniu produtores, elenco e público para abordar os filmes exibidos na Mostra Competitiva de domingo (17). “Pendular” (2017, 108 min, RJ, 16 anos), de Julia Murat; e “Inocentes” (2017, 18min30, RJ, 16 anos), de Douglas Soares, pautaram o encontro.

 

A conversa foi mediada pela jornalista e pesquisadora do Cinema Maria do Rosário Cateano e abordou relacionamento, sexualidade e exposição da nudez. Julia Murat iniciou o bate-papo falando sobre a relação do casal retratado no longa-metragem. “Pendular” acontece em um ambiente onde arte, performance e intimidade se misturam e onde os personagens perdem a capacidade de distinguir seus projetos artísticos e sua relação amorosa.

 

“Quando começamos a escrever o roteiro queríamos construir esta relação que se torna claustrofóbica ao longo do processo. Por isso, inclusive, gravamos todo o filme em apenas uma locação”, destacou Murat sobre o fato de o longa ter sido gravado em um galpão industrial abandonado.

 

A diretora, roteirista e montadora carioca dirigiu os curtas “A velha, o canto, as fotos”, “Ausência” e “Dia dos pais, parceria com Leonardo Bittencourt”. Seu longa “Histórias que só existem quando lembradas” foi selecionado para festivais de Veneza, Toronto, San Sebastian e Roterdam e levou 39 prêmios internacionais.

 

Douglas Soares, diretor do curta “Inocentes” (2017, 18min30, RJ, 16 anos), falou sobre a nudez, presente na obra de Alair Gomes e, consequentemente, no filme. O cineasta buscou inspiração na “Sinfonia de ícones eróticos” e faz um percurso voyeurístico na obra homoerótica do fotógrafo brasileiro. “Buscamos os atores em uma agência de modelos e apresentamos detalhes do trabalho do Alair para prepará-los a quebrarem barreiras durante as filmagens”, explica o diretor. Douglas ressaltou que o incomodo da plateia diante da nudez exposta no filme chamou a atenção: “Decidimos manter todas as imagens para honrarmos o trabalho do Alair”.

 

Douglas Soares é diretor dos curtas “Minha tia, meu primo”, “A dama do Peixoto” e “Contos da Maré”, eleito melhor curta documentário no 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em 2016, estreou “Xale”, seu primeiro longa-metragem e foi reconhecido como melhor direção no III CineJardim (PE).

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