Festival de Brasília debate novas formas de distribuição audiovisual

Especialistas apostam no meio digital para aumentar a visibilidade de conteúdos nacionais

 

Na tarde desta quarta-feira (20) o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresentou o painel “Ambiente de mercado: distribuição e audiências segmentadas, que abordou os desafios e as novas plataformas de distribuição de mercado de conteúdos audiovisuais. O debate, que contou com ampla adesão do público, foi mediado por Mauro Garcia, da Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (Bravi).

 

Durante o debate foram levantados pontos importantes para produtores que desejam ter seus longas e curtas-metragens reconhecidos, como a conquista do público e da audiência. Fábio Lima, diretor da Sofá Digital, apontou que um dos desafios do mercado audiovisual é a visibilidade, tanto por parte do telespectadores quanto dos grandes veículos de comunicação. “Os produtores independentes precisam fazer com que seu conteúdo seja procurado pelas pessoas. O mais difícil é encontrar formas de comunicar que o material está disponível”, analisa.

 

Segundo os palestrantes, há um momento de mudanças de preferências do público. Percebe-se a migração da televisão para plataformas streaming e até redes sociais. “O futuro da TV aberta é o youtube”, disse Lima. Para Krischna Mahon, diretora do canal History, nesse momento de transformações é muito importante entender a preferência dos telespectadores: “É um momento difícil, de adaptação, porque o consumidor não quer mais ver a televisão na hora que a gente quer”.

 

Distribuição

Desenvolver conteúdos independentes para televisão e cinema no Brasil ainda é um grande desafio enfrentado por jovens produtores que desejam se inserir no mercado. Krischna conta que tem muitos projetos para a TV, mas que não chegam para apresentação. “Percebo que os jovens têm efervescência, mas tem dificuldade de apresentar aos produtores”, pondera.

 

Para Talita Arruda, da Vitrine Filmes, as produções independentes brasileiras sofrem para chegar às telonas. “É um desafio chegar com filmes nacionais no mercado. Há salas de cinema que vão abraçar aquele filme e outras vão rejeitar”, afirma. “Sala de cinema é limitada igual programa de TV. Há uma seleção natural. Exibidor decide o que vai mostrar e o distribuidor o quanto vai investir. Então essa seleção não é só por qualidade, mas também pelo público alvo”, avaliou Fábio, diretor da Sofá Digital.

 

A ideia do painel foi mostrar que há novas formas de chegar aos telespectadores sem ser exclusivamente por meio das salas de cinema. Com o surgimento de plataformas, como Netflix, Youtube entre outras, aumenta as chances de aproximação dos brasileiros com o cinema nacional. “As pessoas se aproximam daquilo que elas conhecem. A obra audiovisual precisa atingir várias janelas (plataformas)”, acrescenta Luciano Cury, diretor do canal Arte 1.

 

“Cuidado com a forma com que vai trabalhar com o conteúdo e fazer chegar até o público. Pense em um plano de distribuição, faça um balanço de conteúdos e escolha a melhor forma de trabalhar”, indicou Talita Arruda.

 

Mateus Brum de Armas, estudante de cinema da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e participante da TV Link e Cine UFPE, participou do debate e gostou de saber das oportunidades para o meio audiovisual em meio aos obstáculos que a área enfrenta. “O cinema tem muito potencial. É interessante ver essas janelas que se abrem. As pessoas estão entrando nesse mundo devagar, mas o movimento existe”, atestou o universitário.

 

Patrocínio

A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro conta com os seguintes patrocinadores: NET, Claro, Petrobras, BRB, BNDES e Sabin.

 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Quando: 15 a 24 de setembro de 2017

Programação completa: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

Fotos: https://www.flickr.com/photos/152011896@N03/albums

 

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