Esses Corpos Indóceis

“A disciplina fabrica corpos submissos e exercitados, ‘corpos dóceis’”

Escreveu o filósofo francês Michel Foucault numa de suas obras mais importantes e influentes,

Vigiar e punir. A sociedade moderna, especialmente no contexto capitalista, refina e exacerba essas formas de controle e adequação dos corpos a seus processos de produção, ao mesmo tempo em que descarta e pune aqueles que não se enquadram.

 

Nesse sentido, todos aqueles corpos considerados pelo status quo como corpos ineficientes, ou “corpos estranhos”, são automaticamente “corpos indóceis”, cuja simples existência torna-se um problema para essa sociedade hiper eficiente e disciplinadora. Para os donos desses corpos não enquadrados, a simples existência é uma luta diária da afirmação de sua diferença e potência. Fazendo referência direta em seu nome ao conceito de “corpos dóceis”, como pensado por Foucault, a mostra “Esses corpos indóceis” exibe seis longas-metragens entre 16 e 17 de setembro, em sessões vespertinas no Cine Brasília.

 

Individualmente ou em seu conjunto, esses filmes demonstram de que maneira os cineastas brasileiros têm voltado suas câmeras para o cotidiano de personagens (reais ou ficcionais) que confrontam as expectativas dessa sociedade, afirmando dessa maneira suas identidades.

 

No dia 18, como um complemento para os filmes, um debate vai juntar atores e personagens, presentes ou não nos filmes exibidos, que nos ajudem a refletir na prática sobre esse estado de mundo onde o próprio corpo é uma forma de resistência.

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