Debate recebeu os filmes “Tentei” e “O nó do Diabo”

A conversa abordou violência contra mulher, questões raciais e de cinema de gênero

 

Com a presença das equipes e elenco dos filmes “Tentei”, de Laís Melo, e “O nó do Diabo”, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhésus Tribuzi, o debate desta quinta-feira (21) abordou a temática da violência – explicita e velada – e da questão racial. A conversa, mediada pelo jornalista e crítico de cinema Marcelo Miranda, foi pautada pelas proposições das narrativas exibidas na última noite no Cine Brasília pelo mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileira.

 

Laís Melo, diretora do curta-metragem “Tentei”, contou o motivo que a levou filmar e construir o roteiro sobre violência doméstica. A cineasta, que também é jornalista, trabalhou por dois anos na editoria policial e teve contato com muitas pautas e casos de abusos contra a mulher. “Acompanhei diversas histórias e era muito perturbador para mim. O roteiro vem do contato que tive com essas mulheres e com a minha história, da minha mãe, da minha vó, de todas as mulheres que eu encontrei e que envolvia um processo de compartilhar essa violência”.

 

O enredo é construído em torno de Glória, de 34 anos. Em uma manhã, a personagem principal parte em busca de um novo lugar após sofrer durante anos violência doméstica em seu casamento. A cineasta é uma das organizadoras do Curso de Comunicação Popular do Paraná, militante do Levante Popular da Juventude e da Via Campesina. Também atua como produtora e educadora do Projeto CineSol, curso continuado de cinema para jovens.

 

Já o longa “O nó do Diabo” trouxe para a Mostra Competitiva cinco contos de horror, considerados ‘encontros com a morte’. Durante o bate-papo, os diretores contaram que, inicialmente, o projeto nasceu como uma série de TV e foi adaptado para o cinema. Quando questionados sobre a escolha do gênero de terror para a produção, foram claros: “O cinema de gênero pode ser o que ele quiser que seja. Filmes de gênero podem ser filmes políticos e tratam da realidade de uma forma muito clara. ‘O nó do Diabo’ parte dessa tradição”, disse Ramon Porto Mota.

 

Gabriel Martins atua como roteirista, fotógrafo, diretor e montador. Dirigiu 12 curtas-metragens, entre eles, “Nada”, selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes em 2017. Ian Abé, Jhésus Tribuzi e Ramon Porto Mota são sócios da Vermelho Profundo, onde são produtores, roteiristas e diretores e com a qual realizam curtas como “Mais denso que sangue” e “O desejo do morto”.

 

Patrocínio

A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro conta com os seguintes patrocinadores: NET, Claro, Petrobras, BRB, BNDES e Sabin.

 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Quando: 15 a 24 de setembro de 2017

Programação completa: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

Fotos: https://www.flickr.com/photos/152011896@N03/albums

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