Debate acalorado recebe equipes de “As melhores noites de Veroni” e “Café com canela”

O 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro recebeu nesta terça-feira (19) um acalorado debate com os representantes dos filmes “Café com canela” (2017, 102 min, BA, Livre), de Glenda Nicácio e Ary Rosa; e “As melhores noites de Veroni” (2017, 16 min, AL, 12 anos), de Ulisses Arthur. Ambas as produções foram apresentadas no Cine Brasília e concorrem ao Candango na Mostra Competitiva.

 

A conversa foi mediada pelo jornalista e escritor Luiz Joaquim. Ulisses Arthur expôs para a plateia o processo de concepção do curta-metragem, sua primeira ficção: “Escrevi o roteiro do ‘As melhores noites de Veroni’ quando tinha 19 anos, em 2013, ainda na faculdade. Eu queria retratar de forma muito sensível o universo feminino”. O cineasta ressaltou que a ideia inicial era gravar o enredo em uma cidade do interior e, com o desenvolvimento do projeto, a história foi para Maceió. “O conflito da dona de casa virou um filme de apartamento na capital. Então colocamos a personagem como uma cantora de bar também. Por meio da música ela coloca para fora seus sentimentos”, ressaltou Ulisses.

 

A personagem que dá título ao filme encontra nas noites uma forma de transcender e responder seus dilemas amorosos, uma vez que o marido passa os dias na estrada. Segundo Ulisses Arthur, o filme é baseado em memórias da rua em que morou na infância: “Fui inspirado por relatos de saudade de mulheres de caminhoneiros”. O diretor alagoano é fundador do selo de criação Céu Vermelho Fogo Filmes. Também em 2017 o diretor lança o documentário “CorpoStyleDanceMachine”.  

 

Já o longa “Café com canela” (2017, 102 min, BA, Livre), com direção de Glenda Nicácio e roteiro de Ary Rosa, tem como plano de fundo o Recôncavo da Bahia. O filme narra a história do reencontro de duas mulheres negras (Margaria e Violeta), de gerações distintas, com um processo marcado por visitas, faxinas e cafés com canela, capazes de despertar novos amigos e antigos amores. “O nosso filme fala sobre afeto e afeto não é só amor, também é dor. Fazer o ‘Café com canela’ foi muito difícil porque foi o nosso primeiro longa-metragem e porque estamos fora do eixo Rio-São Paulo, onde as pessoas não costumam olhar”, disse Glenda Nicácio.

 

Morando no Recôncavo, Ary Rosa e Glenda Nicácio encontram na cultura popular inspiração e pulsação para realizar cinema. E essa foi uma ponderação de Ary Rosa, que ressaltou a importância de Cachoeira – que se torna um dos personagens do filme. “A nossa maior referência para a realização do filme foi o Recôncavo”, completou Glenda. Durante o debate a produção recebeu depoimentos emocionados sobre o enredo do filme e a representatividade negra abordada. Fundadoras da Rosza Filmes, as diretoras realizaram curtas, como “Dilma” (2015), “Curta casa” (2013) e “Tecendo nuvens e retalhos” (2012).

 

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A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro conta com os seguintes patrocinadores: NET, Claro, Petrobras, BRB, BNDES e Sabin.

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