‘Construindo pontes’ faz paralelo entre política e memórias afetivas; leia entrevista

G1 DF

Um presente do acaso traçou novas conversas e olhares sobre o Brasil na vida de Heloisa Passos. A cineasta, diretora de fotografia por formação, reproduz esses olhares, seu e de seu pai, um engenheiro aposentado, no documentário “Construindo pontes”, que será exibido na mostra competitiva do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro nesta terça-feira (19), às 20h e 21h.

Em entrevista ao G1, Heloisa contou que o filme nasceu a partir de um agrado inusitado. Ao ganhar uma coleção de filmes Super 8, ela percebeu que ali havia imagens gravadas por um morador da região do Salto das Sete Quedas – área inundada pelo poder público para a construção do lago da Usina de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai no Paraná, entre as décadas de 1970 e 1980.

“As imagens mexeram muito comigo. Foi um lugar devastado, completamente destruído, em nome de um dito progresso. Achei arbitrária mesmo a forma como foi feito”.

Incomodada com a intervenção, a paranaense decidiu visitar a região há sete anos. Dali em diante, ouviu relatos de vizinhos da Usina, debruçou-se sobre a construção e fez um paralelo da história de obras concebidas durante o período do regime militar no país junto a um especialista: seu próprio pai. Engenheiro aposentado, ele ajudou a construir rodovias e ferrovias, com o mote do militarismo de interligar o Brasil.

“Há uma inquietação minha no longa: o que precisa ser destruído para construir algo novo em nome do progresso.”

Cena do documentário 'Construindo pontes', de Heloísa Passos (Foto: Heloísa Passos/Divulgação)Cena do documentário 'Construindo pontes', de Heloísa Passos (Foto: Heloísa Passos/Divulgação)

Cena do documentário ‘Construindo pontes’, de Heloísa Passos (Foto: Heloísa Passos/Divulgação)

Nascida um ano antes da edição do AI-5, mais famoso ato institucional do Regime Militar, Heloisa busca celebrar a democracia dentro de seu filme ao realizá-lo ao lado do pai, ainda que ambos tenham diferenças de ponto de vista sobre o progresso e a política nacionais.

“É um exercício de democracia. Duas pessoas que conversam, divergem, mas conseguem se aceitar. Me encanto pelo cinema de improviso e nem eu, nem meu pai, sabíamos o rumo que este filme iria tomar. É muito amoroso e espontâneo.”

A cineasta dispensou auxílio de equipe durante a gravação das conversas que teve com o pai, em Curitiba. O objetivo, segundo a diretora, foi tornar a narrativa mais íntima e delicada.

Baseada nas conversas entre Heloisa e seu pai sobre o cenário político do Brasil desde a ditadura militar, a obra tem passagens de 2010 e se passa, em maior parte em 2016, tendo como pano de fundo o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, outro momento político conturbado brasileiro: “o filme golpeia o próprio golpe”, afirma Heloisa.

Mais que político, a diretora ressalta o caráter humano e sentimental da película, o que é o mais valioso em seu entendimento. “Minha pesquisa entra no filme como ela própria. Esse lugar me inspirou a fazer o filme e, de quebra, me possibilitou entrar de novo na minha infância. Me conecto, assim, com as minhas questões pessoais.”

Heloisa buscou no longa-metragem cruzar pontes para abrir diálogos. Não há uma busca por conclusões. O filme, de acordo com a cineasta, tenta, a partir dos objetos e das situações que ativam a memória, criar conexões entre pai e filha, passado e presente, país e família.

Participação no festival

Como diretora, Heloisa Passos realizou vários curtas e uma série documental para a TV. “Construindo pontes” é o primeiro longa-metragem da carreira da cineasta.

À reportagem, Heloisa disse que se sentiu honrada por participar da mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. “[A edição de] 50 anos do festival é maravilhoso e, coincidentemente, acabei de fazer 50 anos. Estar aqui também traz uma responsabilidade como realizadora”, afirmou.

Heloisa buscou no longa-metragem cruzar pontes para abrir diálogos. Não há uma busca por conclusões. O filme, de acordo com a cineasta, tenta, a partir dos objetos e das situações que ativam a memória, criar conexões entre pai e filha, passado e presente, país e família.

Participação no festival

Como diretora, Heloisa Passos realizou vários curtas e uma série documental para a TV. “Construindo pontes” é o primeiro longa-metragem da carreira da cineasta.

À reportagem, Heloisa disse que se sentiu honrada por participar da mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. “[A edição de] 50 anos do festival é maravilhoso e, coincidentemente, acabei de fazer 50 anos. Estar aqui também traz uma responsabilidade como realizadora”, afirmou.

Heloisa buscou no longa-metragem cruzar pontes para abrir diálogos. Não há uma busca por conclusões. O filme, de acordo com a cineasta, tenta, a partir dos objetos e das situações que ativam a memória, criar conexões entre pai e filha, passado e presente, país e família.

Participação no festival

Como diretora, Heloisa Passos realizou vários curtas e uma série documental para a TV. “Construindo pontes” é o primeiro longa-metragem da carreira da cineasta.

À reportagem, Heloisa disse que se sentiu honrada por participar da mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. “[A edição de] 50 anos do festival é maravilhoso e, coincidentemente, acabei de fazer 50 anos. Estar aqui também traz uma responsabilidade como realizadora”, afirmou.

Heloisa buscou no longa-metragem cruzar pontes para abrir diálogos. Não há uma busca por conclusões. O filme, de acordo com a cineasta, tenta, a partir dos objetos e das situações que ativam a memória, criar conexões entre pai e filha, passado e presente, país e família.

Participação no festival

Como diretora, Heloisa Passos realizou vários curtas e uma série documental para a TV. “Construindo pontes” é o primeiro longa-metragem da carreira da cineasta.

À reportagem, Heloisa disse que se sentiu honrada por participar da mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. “[A edição de] 50 anos do festival é maravilhoso e, coincidentemente, acabei de fazer 50 anos. Estar aqui também traz uma responsabilidade como realizadora”, afirmou.

50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

De 15 a 24 de setembro

Locais: Cine Brasília (106/107 Sul), Museu da República (Setor Cultural Sul, lote 2), Meliá Brasil 21 (SHS Quadra 6), Teatro da Praça de Taguatinga (St. Central AE 5, próximo à Praça do Relógio), Espaço Semente (Setor Central do Gama, Entrequadras 52/54), Teatro de Sobradinho (Área Especial, Q 12, próximo à rodoviária) e administração regional do Riacho Fundo (Área Central 3, Lote 6).

Preços: R$ 6 (meia-entrada para a Mostra Competitiva, no Cine Brasília); entrada franca para as outras exibições. Algumas atividades requerem inscrição prévia pela web.

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