Cenário político pautou mostra competitiva do Festival na terça-feira

Destaque também para o 3º Festival de Curtas das Escolas Públicas do DF

 

As divergentes opiniões sobre o momento político do País, que por sua vez envolvem relações de família e de diversos setores da sociedade, foram as temáticas reveladas na noite de terça-feira (19) do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Agraciado pelo público, o ator Antônio Pitanga falou da satisfação de participar desta edição comemorativa: “É uma festa estar aqui. Brasília sempre foi e sempre será uma grande tribuna da democracia e da cultura”, abordou em sua apresentação no Cine.

 

Acompanhado da equipe do curta-metragem baiano “Mamata” (2017, 29 min, BA, 12 anos), o diretor Marcus Curvelo, subiu ao palco e explicou o processo criativo do filme. A produção traz um personagem emblemático, Joder, que deixa o País por causa da crise. “É um filme existencialista dentro de um contexto político”, resumiu.

 

Emocionada com a estreita no Festival de Brasília, a diretora do longa “Construindo Pontes” (2017, 72 min, PR, Livre), Heloisa Passos, reforçou a mensagem, apresentada pelo filme, de que existem muitas possibilidades para olhar para o que acontece ou o que já aconteceu. “Fazer cinema me dá sentido e felicidade, “Construindo pontes” me deu sentido e felicidade. Dedico o filme ao nosso Brasil e às pontes que ainda precisamos construir”, finalizou.

 

Pela Mostra Brasília, com votação do júri popular, foram exibidos “O Menino Leão e a Menina Coruja” (Renan Montenegro, 16 min, Livre) e “Menina de Barro” (Vinícius Machado, 115 min, 16 anos). Ambos os filmes privilegiaram as temáticas infanto-juvenis, sendo eles uma fábula com ensinamentos sobre diferenças interpessoais e a busca do combate ao bullying, respectivamente.

 

Também na terça-feira, foi lançada a publicação “Cinema Brasileiro e Coprodução Internacional”, de autoria de Flávia Rocha e Dácia Ibiapina. O livro serve de referência para estudantes e profissionais do audiovisual por compreender políticas públicas de apoio à coprodução cinematográfica internacional com a preocupação de inserir o cinema “brasileiro” globalmente.

 

Durante o lançamento, a escritora destacou que o Festival ajudou a pensar o livro, com abordagens e seminários internacionais, além de ter ampliado a rede de contatos que viabilizaram a obra. “É uma honra fazer esse lançamento aqui, com a presença de amigos, colegas da UnB e desse público tão qualificado. É uma oportunidade de divulgar melhor o trabalho, que muitas vezes fica na academia. Esse é um livro voltado pra quem vive e faz o cinema”, finalizou Flavia Rocha.

 

O dia foi marcado ainda pela premiação dos alunos do Ensino Médio vencedores do 3º Festival de Filmes Curta-Metragem das Escolas Públicas de Brasília. Pela manhã, o auditório do Cine Brasília foi completamente ocupado por aproximadamente 1.000 jovens, que fizeram fizeram selfies com a réplica gigante do Candango, enquanto aguardavam o anúncio dos prêmios.

 

A iniciativa, realizada pela Secretaria de Estado de Educação em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura do DF, reuniu 163 filmes inscritos e premiou 18 produções locais. Neste ano, o tema a ser abordado foi “Se é público, eu também sou responsável”, que presta homenagem à professora e cineasta Maria Coeli. A lista completa pode ser encontrada neste link.

 

 

Patrocínio

A 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro conta com os seguintes patrocinadores: NET, Claro, Petrobras, BRB, BNDES e Sabin.

 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Quando: 15 a 24 de setembro de 2017

Programação completa: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

Fotos: https://www.flickr.com/photos/152011896@N03/albums

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