50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anuncia júri oficial

Profissionais compõem o grupo que selecionará os melhores longa e curta-metragem para receberem o Troféu Candango

 

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anuncia o júri oficial deste ano. Em todas as edições, um grupo seleto de cineastas, críticos, pesquisadores e artistas fica responsável por decidir as produções que ganharão o prestigiado Troféu Candango. Na histórica 50ª edição, sete jurados convidados irão avaliar a Mostra Competitiva de longa-metragem e outros sete terão a função de julgar a mostra de curtas.

 

No grupo de jurados da Mostra Competitiva de longas estão: Angela Prysthon, professora da Universidade Federal de Pernambuco e autora de publicações sobre cinema, mídia e literatura; a atriz e diretora Marcélia Cartaxo; Lauro Escorel, um dos mais renomados fotógrafos do cinema brasileiro; o premiado cineasta Joel Zito Araújo; Idê Lacreta, montadora dos filmes “Noites do sertão”, “A hora da estrela”, entre outros. Também integram o júri a cineasta, produtora e jornalista Luciana Tomasi; e o premiado cineasta André Luiz Oliveira.

 

Já o júri oficial que avaliará os curtas é composto por Keila Serruya, produtora, cineasta e artista visual; Cleber Eduardo, jornalista, cineasta, crítico de cinema e curador; a cineasta, que atua na área há mais de 15 anos, Dea Ferraz; o premiado cineasta Breno Nina; e Anita Rocha da Silveira, diretora, roteirista e editora.

 

O Júri Oficial avaliará os filmes e indicará os vencedores de cada prêmio, levando em conta critérios técnicos e artísticos. Os longas-metragens receberão o Troféu Candango nas categorias: Melhor filme, direção, ator principal e coadjuvante, atriz principal e coadjuvante, roteiro, fotografia, direção de arte, trilha sonora, som e montagem. As categorias que permearão os curtas são: Melhor curta, direção, ator, atriz, roteiro, fotografia, direção de arte, trilha sonora, som e montagem.

 

Além da entrega do cobiçado troféu Candango, um dos mais prestigiados prêmios do cinema brasileiro, o Festival de Brasília traz uma novidade: o pagamento de R$ 340 mil em cachês de seleção, distribuídos entre todos os filmes selecionados, a exemplo de grandes festivais nacionais e ao redor do mundo. O cachê de seleção para os longas-metragens é de R$ 15 mil; para a sessão Hors Concours é de R$ 10 mil; e para curtas-metragens é de R$ 5 mil. Nas mostras paralelas, os longas receberão R$ 3 mil cada.

 

O público escolherá por meio do aplicativo do festival os melhores filmes de longa e curta-metragem das Mostras Competitiva e Brasília. Além do troféu Candango e dos cachês de seleção, distribuídos entre todos os filmes selecionados, alguns prêmios em dinheiro são concedidos. O Prêmio Petrobras de Cinema celebra o melhor longa-metragem segundo o Júri Popular na Mostra Competitiva com o valor de R$ 200 mil, revertido em contratos de distribuição. Outros valores, ainda, serão concedidos aos vencedores do Júri Popular. O melhor curta-metragem, por exemplo, leva R$ 40 mil em prêmio que ganha o nome de Estímulo ao Curta Metragem.

 

Mostra Brasília – Troféu Câmara Legislativa 

Três importantes nomes do cinema vão integrar o júri oficial do 22º Troféu Câmara Legislativa. Os filmes vencedores da premiação serão escolhidos pelo cineasta e crítico de cinema Amir Labaki, pela diretora e roteirista Betse de Paula e pelo documentarista e professor Vladimir Carvalho. São três profissionais de destaque na história do Festival de Cinema de Brasília e da produção audiovisual nacional.

 

Neste ano, 17 filmes – quatro longas e treze curtas – estão na disputa dos prêmios distribuídos pelo Legislativo local. Criado em 1996 para reconhecer o talento dos cineastas do Distrito Federal e incentivar os jovens realizadores, o Troféu Câmara Legislativa teve suas principais premiações incrementadas nesta edição. O Prêmio Petrobras de Cinema concede ao melhor longa-metragem da Mostra Brasília o valor de R$ 100 mil, revertido em contratos de distribuição. Já o longa escolhido pelo Júri Popular recebe R$ 40 mil; e o melhor curta da categoria leva o prêmio de R$ 10 mil.

 

Confira o currículo do júri oficial da Mostra Competitiva:

 

Longas-metragens:

 

Angela Prysthon

É titular da UFPE. Fez estágio sênior pós-doutoral no Departamento de Cinema da professora University of Southampton, Inglaterra. Tem doutorado em Teoria Crítica pela University of Nottingham, Inglaterra, e mestrado em Teoria Literária pela UFPE. É autora de Cosmopolitismos periféricos (2002) e Utopias da frivolidade (2014), entre outros títulos. Seus escritos sobre cinema, mídia e literatura apareceram em inúmeros livros e periódicos, incluindo Culture of the cities (2010), Visualidades hoje (2013), Devires, La Furia Umana e Contracampo.

 

Marcélia Cartaxo

Atriz e diretora, iniciou a carreira no teatro ainda adolescente. Seu primeiro papel no cinema foi como protagonista em A hora da estrela, de Suzana Amaral, cuja interpretação lhe rendeu o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim, em 1985. Passou pela TV em novelas da Rede Globo, como Mico preto, Porto dos Milagres e Velho Chico. Participou de curtas e de longas-metragens, como Batismo de sangue, de Helvécio Ratton, e Madame Satã, de Karin Aïnouz. Em 2016, dirigiu o curta Redemunho, bastante elogiado nos festivais onde foi exibido.

 

Lauro Escorel

Um dos mais renomados fotógrafos do cinema brasileiro, responsável pela fotografia de clássicos como São Bernardo, de Leon Hirszman. Foi assistente dos dois melhores profissionais da fotografia formados pelo Cinema Novo, Dib Lutfi e Affonso Beato. Também fotografou produções americanas, como Ironweed e Brincando nos Campos do Senhor, ambos de Hector Babenco. Dirigiu os curtas Libertários (1976) e Improvável encontro (2016).

 

Joel Zito Araújo

Conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira, sua obra inclui o livro e o documentário A negação do Brasil; melhor filme brasileiro do Festival É Tudo Verdade 2001; o longa ficcional As filhas do vento (2004), ganhador do Festival de Tiradentes e de oito Kikitos no Festival de Gramado; os documentários Cinderelas, lobos e um príncipe encantado (2009) e Raça (2013).

 

Idê Lacreta

Montadora, trabalhou em filmes como Cabaret mineiro e Noites do sertão, de Carlos Prates Correia; A hora da estrela e Hotel Atlântico, de Suzana Amaral; Um céu de estrelas, Antônia e Hoje, de Tata Amaral; O prisioneiro da grade de ferro e Rio corrente, de Paulo Sacramento; Glauces – Estudo de um rosto, 500 almas (melhor montagem no Festival de Brasília 2004) e Olho nu, de Joel Pizzini; À queima roupa, de Theresa Jessouroun, entre outros.

 

Luciana Tomasi

Cineasta, produtora e jornalista. Produziu vários filmes de sucesso, entre eles os longas Meu tio matou um cara (2004), Saneamento básico, o filme (2007), Antes que o mundo acabe (2008) e os curtas Ilha das flores (1989), O corpo de Flávia (1989), Memória (1989), Amor nos anos 90 (1989). Seus filmes somam mais de 250 prêmios no Brasil e no exterior. É diretora da Prana Filmes e do Cine Santander Cultural, em Porto Alegre.

 

André Luiz Oliveira

Estreou no cinema em 1969, aos 21 anos, com o filme Meteorango Kid, o herói intergalático. Em 1974 realizou A lenda de Ubirajara e, em 1994, Louco por cinema, vencedor do 27º Festival de Brasília. Em 2012, realizou Sagrado segredo e, em 2015, Zirig Dum Brasília – A arte e o sonho de Renato Matos. Nos intervalos entre os filmes de longa-metragem dedicou-se à música, escreveu roteiros, projetos, texto para teatro, série para TV, publicou livro e realizou inúmeros vídeos documentários de curta e média-metragem.

 

Curtas-metragens:

 

Keila Serruya

É produtora, cineasta e artista visual, diretora de Nessa cidade todo mundo já bebeu na bica e Assim, que circularam em festivais nacionais e internacionais e foram exibidos na TV paga. Como artista visual, traz a linguagem cinematográfica para espaços de exposição. Diretora de produção em séries, curtas, espetáculos, intervenções, festivais e mostras. Atualmente faz parte do grupo Picolé da Massa e é gestora do espaço DaVárzea das Artes.

 

Cleber Eduardo

Jornalista, cineasta, crítico de cinema e curador. Escreveu para as revistas eletrônicas Contracampo e Cinética. Como curador, assinou seleções de longas e curtas-metragens em edições da Mostra de Cinema de Tiradentes e da Mostra de Cinema de Ouro Preto.

 

Dea Ferraz

É realizadora e atua na área do audiovisual há mais de 15 anos. Em sua trajetória, assinou curtas, médias e longas-metragens, entre eles Alumia (2009), Sete corações (2014), Câmara de espelhos (2016) e Modo de produção (2017). Teve filmes exibidos no circuito nacional, como Festival de Brasília, Janela Internacional de Cinema do Recife, Panorama – Coisa de Cinema (BA), ForumDoc (BH), Olhar de Cinema de Curitiba; e recebeu prêmios em festivais como Santiago Alvarez (Cuba); Contra el Silencio todas las Voces (México) e DOCSDF (México). É sócia-diretora da Parêa Filmes e integrante do MAPE – Movimento Mulheres no Audiovisual PE.

 

Breno Nina

Escreveu e dirigiu, junto com Elias Guerra, o curta A menor distância entre dois pontos, eleito Melhor Curta da Mostra Brasília Digital do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Escreveu e dirigiu em 2016 o curta Bodas de papel, selecionado para a Mostra Competitiva do 49º Festival de Brasília. Em 2017, escreveu e dirigiu o curta Alcibíades, selecionado para a Mostra Competitiva da 26ª edição do Festival de Biarritz (França), onde estreia internacionalmente em setembro de 2017. Ganhou o prêmio de melhor ator no 43º Festival de Gramado e no 18º Festival Internacional de Punta Del Este pelo filme O último cine drive-in, de Iberê Carvalho.

 

Anita Rocha da Silveira

É roteirista, editora e diretora de três curtas-metragens: O vampiro do meio-dia (2008), Handebol (2010, prêmio FIPRESCI no International Short Film Festival Oberhausen) e Os mortos-vivos (2012, Quinzena dos Realizadores – Festival de Cannes). Seu primeiro longa, Mate-me por favor (2015), estreou na Mostra Orizzonti

 

do Festival de Cinema de Veneza e ganhou os prêmios de melhor atriz e melhor direção no Festival do Rio e melhor filme no Festival Internacional de Cine de Cali.

 

Confira o currículo do júri oficial da Mostra Brasília – Troféu Câmara Legislativa:

 

Amir Labaki

Crítico de cinema, diretor e roteirista, formado em Cinema pela ECA-USP, fundador e diretor do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, dirigiu o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, foi membro do conselho do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã e é colunista do Valor Econômico. É articulista da Folha de São Paulo, pelo qual foi correspondente cultural em Nova York. É autor de 13 livros sobre história e cinema, além de ser diretor e apresentador do programa “É Tudo Verdade” no Canal Brasil. Foi curador internacional e apresentador do programa “Cultura Documentários”, da TV Cultura. Participou de júris em mais de 30 festivais nacionais e internacionais, como Sundance (EUA), IDFA (Holanda), Moscou (júri de documentários), Dok-Leipzig e Oberhausen (Alemanha), FID-Marseille (França), Helsinque (Finlândia), Festival dei Popoli-Florença (Itália), Tempo (Suécia), Lisboa e Porto (Portugal), Valdívia (Chile), Brasília, Gramado, Recife e Mostra Internacional de Cinema de SP.

 

Betse de Paula

Diretora e roteirista de longas e curtas-metragens premiados em vários festivais e mostras de cinema, é uma das maiores vencedoras do Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal. Morou em Brasília, onde realizou vários filmes. Com o curta “Feliz Aniversário, Urbana” venceu o 1º Troféu, em 1996. Participou de diversas edições, ganhando o prêmio de melhor longa-metragem dois anos seguidos: em 2001, com “O Casamento de Louise”; e em 2002, com “Celeste e Estrela”. Em 2013, seu documentário “Revelando Sebastião Salgado” abriu a 46ª edição do Festival de Brasília. No mesmo ano, estreou “Vendo ou alugo”, comédia premiada com 12 troféus no Cine PE. Produziu e dirigiu mais de 50 programas de TV, deu aulas de roteiro, direção e práticas cinematográficas. Convive com o cinema e arte desde muito cedo: é filha do produtor e diretor Zelito Vianna, sobrinha do humorista Chico Anysio (1931-2012) e irmã do ator Marcos Palmeira.

 

Vladimir Carvalho

Documentarista, escritor e professor de cinema, integrou o comando do movimento Cinema Novo com Glauber Rocha e compôs filmografia de mais de duas dezenas de filmes festejados no Brasil e no exterior, com importantes prêmios. Desenvolveu uma trilogia nordestina com os longas “O País de São Saruê”, “O Homem de Areia” e “O Engenho de Zé Lins”, além de uma trilogia brasiliense com “Conterrâneos Velhos de Guerra”, “Barra 68 – sem perder a ternura” e “Rock Brasília – era de ouro”. Seu filme mais recente, “Cícero Dias – o compadre de Picasso”, foi premiado pelo festival É Tudo Verdade e recebeu o prêmio de melhor diretor do Troféu Câmara Legislativa, em 2016. Antes, havia vencido a disputa em duas ocasiões, com “Barra 68 – sem perder a ternura”, no ano 2000; e com “O engenho de Zé Lins”, em 2006. É autor dos livros “Cinema Candango” e “Jornal de Cinema”, entre outros.

 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Quando: 15 a 24 de setembro de 2017

Confira a programação completa no site: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

 

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